Rafael Tadeu de Matos Ribeiro
O documentário “Home” (lar, em inglês), faz uma retrospectiva histórica da origem e da evolução da vida na Terra para incitar à plenitude e ao respeito ao patrimônio biológico, consolidado pela preservação ambiental.
O documentário “Home” (lar, em inglês), faz uma retrospectiva histórica da origem e da evolução da vida na Terra para incitar à plenitude e ao respeito ao patrimônio biológico, consolidado pela preservação ambiental.
Há aproximadamente 15 bilhões de anos, teria ocorrido o “Big Bang”: a explosão de uma partícula ínfima – que os cientistas chamam de “singularidade” – de modo a originar as inumeráveis galáxias existentes.
A Terra surgiu há mais ou menos cinco bilhões de anos, como resultado do choque de asteroides. No início, a atmosfera, formada lentamente, apresentava apenas amônia (NH3), metano (CH4) e hidrogênio (H2). Para que fosse possível a existência de vida, um evento tem fundamental importância: o surgimento da água.
Existem duas teorias sobre a origem da água na Terra. A primeira, chamada de teoria da desgaseificação primitiva, sugere que as primeiras moléculas derivaram dos gases desprendidos pelas rochas sob uma variação brusca de temperatura. A segunda teoria, a da desgaseificação contínua, pressupõe que as primeiras moléculas de água são provenientes dos gases emitidos pela atividade vulcânica constante das primeiras eras geológicas.
O fato é que, uma vez na atmosfera, essas moléculas sofreram condensação e precipitação, dando início à fase das “chuvas torrenciais”, ao ciclo hidrológico e à formação dos primeiros reservatórios naturais de água líquida (rios, Laos, lagoas, mares, oceanos).
Foram nesses reservatórios, há 3,5 bilhões de anos, que surgiu a vida, a partir de uma “sopa nutritiva”, segundo a teoria dos coacervatos. O primeiro ser vivo foi alcunhado LUCA (Last Universal Common Ancestor – Último Ancestral Comum Universal) e originou as arqueobactérias.
Os primeiros seres vivos eram anaeróbios e heterótrofos fermentadores, que obtinham alimento do meio através da fermentação. Posteriormente, surgiram os autótrofos quimiossintetizantes e fotossintetizantes. Esses últimos começaram a utilizar a energia solar, o gás carbônico e água para produzirem o próprio alimento, liberando na atmosfera o gás oxigênio.
A presença de oxigênio na atmosfera possibilitou o desenvolvimento de formas de vida mais complexas. Assim surgem os primeiros aeróbios, que produzem energia através da respiração celular (que utiliza oxigênio).
A vida continuou evoluindo, sempre em direção à formação de organismos cada vez mais complexos, até atingir, há mais ou menos 200 mil anos, o “clímax” (aqui entre aspas, pois a evolução continua...) do processo evolutivo: a vida inteligente, ou seja, o homem, advindo dos primeiros hominídeos africanos, de ascendência comum ao macaco.
A evolução da vida baseia-se na seleção natural, proposta por Charles Darwin, segundo a qual o meio seleciona os organismos mais bem adaptados a determinadas condições; estes por sua vez reproduzem-se e perpetuam suas espécies. O Neodarwinismo ou Evolução Sintética, teoria mais aceita atualmente, incorporou a genética mendeliana e os eventos mutagenéticos ao processo.
Entretanto, fica a pergunta: Diante dos incontáveis prejuízos que o homem tem provocado ao meio ambiente, não há uma certa ironia em dizer que se trata do ser vivo mais evoluído e inteligente?
O homem foi o primeiro ser vivo a modificar substancialmente a paisagem natural. Por sinal, não só o meio seleciona o homem, como também o homem seleciona o meio, condicionando-o ao seu belprazer, de modo inconsequente e indiscriminado.
Felizmente, o homem caminha para a conscientização sobre a responsabilidade que possui sobre meio que o circunda. É a efetivação, a passos lentos, do desenvolvimento sustentável: a utilização dos recursos naturas de modo racional e econômico, sem gerar escassez nem destruição, visando a garantir a todas as pessoas e às futuras gerações os frutos dessa evolução.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Os comentários serão exibidos apenas se forem relevantes e concernentes ao assunto abordado na postagem.